
Estou grávida. Sinto a barriga crescer e olho para ela. Ali, está acoplada uma caixa grande redonda – como aquelas de chapéu. Ela é bege, feita de papel arroz. Há uma luz dentro dela. Levanto a tampa e vejo meu bebê em formação.
Em instantes, a caixa desaparece. O meu filho – um menino negro – está em gestação do lado externo do meu corpo, ligado a mim por um fio que entra pela barriga. Vou a vários lugares com ele durante o sonho. O feto já é um bebê quase pronto. O menino tem fome e eu o amamento.
Protejo muito a criança. Tenho medo de que algo a machuque. Ainda não está pronta. Envolvo o bebê num tecido confortável, deixo-o constantemente em contato com minha pele, embalo-o carinhosamente o tempo todo. Sei que logo irá nascer. O fio se romperá. Poderei, então, descansar.
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