
Entrar em sintonia conosco é precioso. Perceber o que se passa. Ter consciência. Existe circunstância em que independente da intensidade do sentimento é preciso deixá-lo pra trás. Algo parecido com a água de um rio que passa pelo corpo, que tira a sensação pesada que sequer tínhamos noção de carregar.
Ao ler esse trecho de Clarice imediatamente me veio à lembrança a carta do Osho que tirei na semana passada, quando pedi orientação sobre o presente. A carta foi "Transformação" e dizia que não havia o que ser feito. Nada deveria ser feito.
A resposta à minha pergunta era simplesmente desistir. A carta me falava que de imediato precisava me entregar à passividade profunda, aceitar qualquer dor, tristeza ou dificuldade e aceitar o fato consumado.
Clarice me fala coisa semelhante. E, continua: "Eu não quero apostar corrida comigo mesma". Nem eu. Incrível como a percepção foi clara. De certa maneira, o que vivo é a disputa comigo, venho resistindo. Ainda é tempo para serenar, me entregar. A desistência é redentora porque significa o meu próprio resgate.
Um comentário:
Muito bom! vivo isso também...
Beijos! Saudades!
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