
Bem, senti um enorme alívio porque agora posso escolher qual caminho seguir. Percebi que a outra pessoa não tem abertura para viver o que quer que seja no que se refere à afetividade, à troca. Não existe disponibilidade verdadeira.
Represento uma possibilidade de fuga. A outra pessoa está machucada, tentando entender a sua história. E, ao mesmo tempo que me quer, não me quer. A pessoa não busca a mim exatamente, mas tenta mudar de trajeto, ir em outra direção. E, ela sabe disso.
Ouvi também que sentir profundamente as coisas é não ter amadurecido. O nome usado para isso foi passionalidade. Seria mais fácil para a outra pessoa que eu fosse diferente. Mas, não sou. Não estou pedindo nenhuma garantia.
O que eu quero é qualidade no começo de alguma coisa, é leveza. Viver algo em que eu me sinta desejada. Sentir que alguém queira de verdade que eu esteja ali. E, principalmente, um lugar onde eu possa ser eu mesma, inteira, rindo do jeito que eu gosto, me entregando da maneira como é habitual pra mim.
Quero que alguém tenha espaço para me receber. Cumplicidade não é algo que acontece de um dia pra noite, mas é preciso que haja desejo pra isso. As coisas se constróem, nada está pronto. Tampouco um dia estará. Mas para que a construção comece precisa haver terreno fértil. Não quero disputar espaço com o passado (tão presente, aliás). Ou o espaço existe, ou não existe.
Não há nada de errado, no final das contas. Nada. É uma questão de sincronia. As escolhas servem para nos levar de um lugar para outro, de uma história para outra.
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