
por Cristina Thomé [01/07/2009]
Entre tantas, conheci uma maria que se destaca do rosário de marias. Tinha um escapulário, o receio de perder pessoas, o amargo medo da solidão. Vinha lá, desde longe, com o sorriso branco estampado no rosto. Olhar zombeteiro, apertado pelo sorriso largo. Os olhos queriam timidamente brincar com a gente. Como se houvesse uma história engraçada prestes a contar.
Vez em quando, flagrava-se ensimesmada sem motivo aparente. Pensando, pensando, se fechava a maria. Era falta de estrada. Fluídica, era do tipo que não se prende, que não tem parada. Uma sede atávica por novidade. E, se descolava num sopro, pronta a descobrir outras vidas.
Entre tantas lembranças que se escondem, desse belo retrato de maria pregado na memória não quero me perder.
2 comentários:
Eu já vi esse texto, você o reciclou?
Bjos. Bom dia e boa semana.
Gui, fiz nada com o texto não... é que me deu vontade de colocar em primeiro lugar, só isso. Beijo
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