
por Cristina Thomé
Figura transformada em contorno. A imagem some como areia em mão aberta sugada pelo vento. Como fiapo de sonho na manhã. Rosto insano da louca nua que dança em meus olhos. A que falseia. A inconsciência no escuro.
Deitada em cama de palha sobre a fogueira, no meio do nada, queima em rito remoto de morte. Cinza que a terra esconde. A terra, o tempo, a vontade comeram a sua passagem.
Sobrar o quê? Nada pra sobrar. Na medida, sua passagem.
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