
por Cristina Thomé
O touro respira o bafo quente em meu pescoço. Sinto a fúria no tremor da carne, pontiagudo do chifre varando a pele. É festa de rua. Ritual de sangue.
O animal me toma pra si. Oferenda desde a concepção, nasci de seu sopro. A ele, retorno.
Um comentário:
Lembrou-me "Memórias de Adriano". É forte, intenso e muito bonito...
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