
Por Cristina Thomé
Novamente assisti "Onegin". É a quinta ou sexta vez que o vejo e me emociono profundamente. Talvez mais a cada nova vez porque se tornam familiares os movimentos contidos, a sutileza que brota daquilo que silencia.
Há a beleza exata e assustadoramente singela de Liv Tyler. A perdição nos olhos tristes de Ralph Fiennes. Pelo filme paira a melancolia da impossibilidade, do tempo fora de sincronia.
A poesia impregna o gelo, o branco da paisagem. Nada mais apropriado para simbolizar a distância fria que o tempo pode cavar. E tudo circunstancial. Não há culpados para a falta de conexão.
5 comentários:
Onegin...
vou ver, deu vontade de ver, ainda mais lendo o seu texto envolvente
um beijo, Cris!
Tenho questionado: COMO me conecto? Gosto do que conecto? COMO mantenho conexão? Penso (e isso vem do Keleman) que conectar é ampliar potência.
Algumas primeiras conexões: útero-feto, boca-seio, olho-olho, colo-corpo. Mais tarde, sexo. Como se deram essas conexôes? Frias? Quentinhas? Húmidas? Saborosas? Doloridas? Gostosas?
Irmã...sinto nossa conexão sempre amorosa. Quente feito pão caseiro saído do forno com manteiga derretendo. Dilícia de irmã.
Te amoooooooooooooooo.
Seu blog é deliciooso!
Delícias são as palavras escritas aqui, muito me emocionaram.
Seguindo aki!
Parabéns pelos textos.
Abraço.
Olha aqui critaturinha,
Ou você volta logo para esse blog ou eu vou até aí te arrastar pelos cabelos.
E tenho dito.
Super beijos lusitanos.
Postar um comentário